Acordei cedo e às 8:40 estava no ponto de ônibus, rumo ao Boldró pra agendar meus passeios pelo Parque Marítimo. O céu estava um pouco nublado e ventava. Consegui agendar a trilha longa do Atalaia e o Boldró. Seguindo a orientação do guia do Parque, peguei outro ônibus para o Sueste. Lá contratei um guia que me mostrou várias tartarugas marinhas, grandonas, muitas lagostas, um tubarão, peixinhos multicoloridos. Lindo!

Me sustentei na base de barras de cereais, picolé e salgados. Lá pelas duas parti pro Sancho. Sempre de ônibus, desci errado e tive que pegar outro. Na trilha que leva até a escadinha que desce pra praia, conheci um moço de Santa Cecília, São Paulo, que veio pra um casamento e ficou mais dias pra conhecer a ilha. Gente boa, dividiu a água comigo e os flashs. Ele registrava tudo no celular, com vídeos. A primeira vez que estive aqui, a descida era via uma escadinha muito precária na fenda de uma rocha com um cabo de aço de guia. Agora tem uma trilha com deck de madeira e a escada é mais segura. A vista é deslumbrante. Fico na dúvida se o Sancho é mais bonita que White Haven beach nas Whitsunday Islands. Estão as duas ali, pau a pau. Nos instalamos sob uma árvore no canto direito. Várias aves marinhas mantém seus ninhos ali e nas pedras da falésia. Torci pra não cagarem na minha canga. Alternei mergulhos, caminhadas, selfies, papo com outros turistas, jacarés e um capote que me entortou o ombro esquerdo. Depois do capote, não aguentava mais de fome e o sol estava me fritando. Resolvi partir. Chegando lá em cima, fiz a trilha até o mirante do Morro dois irmãos, onde se vê à direita a Baía dos Porcos e à esquerda o Sancho. Resolvi esperar o sol se por para assistir de lá de cima. Pena que o celular não pega, fiquei com vontade de ouvir a música da entrada do Riacho Doce, é tão lindo tudo que merece uma trilha sonora. Acho que era Bethoven, não me lembro. A gente quase nunca olha pro céu ou vê o sol, a lua, as estrelas. Pois aqui faço questão de ver o sol se por e amanhã verei se levantar, se tudo der certo, na baía dos golfinhos. E a lua está ficando cheia, uma pena que não dá para ver estrelas, mas dá vontade de pedir pra apagarem a iluminação pública, porque não precisa. Voltei pra casa de carona, comum por aqui as pessoas te oferecerem carona do nada! Cheguei mais uma vez quebrada, faminta, dolorida, mas muito feliz. Parei na barraca de churros do vizinho e resolvi comprar um. Vi que tinha cachorro quente, foi minha janta. Conversando com o rapaz, ele me disse que sua vóinha fazia quentinhas (Coisas da língua portuguesa: a língua mais carinhosa do planeta, isso num tem em outras línguas. Esse uso do diminutivo me bota um sorriso no rosto). Vóinha veio conversar comigo. Ô meu Deus, as pessoas são muito boas, muito boas mesmo. A vóinha me disse que vai me preparar uma quentinha todo dia, “assim com um arrozinho com feijão pretinho, um peixinho, ou uma carninha, com um suco de acerola de meu quintal. Se tu quiser pode ser de laranja”. Ô meu Deus! ❤ Capotei na cama às 20h e tentei dormir, apesar do galo que cantava no meu ombro e na minha cabeça.

2 comentários sobre “Fernando de Noronha – dia 2

    1. I would love to, but it’s unlikely that we’ll find a good wifi! Internet doesn’t work really well. 🙂 Besides, it’s super expensive. It’s cheaper to fly to Miami for us Brazilians!

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