O meu WordCamp Brasil – parte 1

Aqui vai um (longo, prá não dizer que não avisei) relato ultra pessoal do que foi o WordCamp prá mim, dividido em três partes.

“Vem ao chat se puderes” – mensagem de José Fontainhas. “Se vires esta mensagem nos próximos 15 minutos, loga-te no gTalk. Vais gostar de ouvir. Se não falamos amanhã”.

Foi com essa mensagem que tudo começou. Até então tudo o que eu queria era traduzir o WordPress e me livrar da demanda por suporte na comunidade de tradução. Nunca tive pretensões maiores quando comecei a comunidade com o Anderson, ele é testemunha. Disse várias vezes:  “Essa comunidade é so para tradução e nunca dará suporte”.

Mas a curiosidade matou o gato, o que será que eu poderia gostar de ouvir? Bom a novidade era que o Matt Mullenweg viria ao Brasil no começo de novembro para o Latinoware e queria que alguém organizasse um encontro com os usuários brasileiros. O alguém escolhido fui eu. A conversa foi intermediada pelo Zé entre eu e a Maya, então assistente do Matt. Por causa desse encontro, entrei em contato com algumas das pessoas mais envolvidas com o desenvolvimento em WordPress hoje em dia no Brasil. O encontro foi ótimo, o Matt se mostrou um cara super acessível e simpático, e uma grande amizade começou entre algumas das pessoas que estiveram presentes. Também tive oportunidade de conversar um pouco com o Matt durante um almoço no dia seguinte ao encontro. Enquanto todos só conversavam com ele sobre códigos, eu, que não entendo muito do assunto, preferi conversar sobre música e outras amenidades. Na hora de ir embora, o Matt me acompanhou até a porta do restaurante e se despediu de mim dizendo: “See you at WordCamp Brazil!”

Encontro na Latinoware

Assim, como quem não quer nada, o Matt me lançou um desafio, me incumbiu uma missão. E como dizer não prá esse menino, que, por trás do rosto mais cândido do mundo, guarda o potencial criador de uma das ferramentas opensource mais popular existente e que mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo? Conhecer o Matt foi impactante, não porque ele seja um cara excepcional, e sim, de certa forma ele é, mas principalmente porque ele é também apenas uma pessoa comum, como eu, como você. O impacto é perceber que somos capazes de coisas extraordinárias quando tomamos a inciativa de fazer algo em conjunto com outras pessoas e compartilhamos o resultado desse trabalho. Isso é o que faz do Matt um cara excepcional.

Enfim, a missão foi lançada e lá fui eu, como o Frodo, carregando o anel. (kkkkkk, coisa mais geek, essa!) a caminho do aeroporto. A partir desse momento, reconheci que o papel que assumi à frente da comunidade não poderia se restringir às traduções. Mas passada a empolgação provocada pela vinda do Matt, a comunidade voltou ao seu ritmo pasmacento, eu como sempre tentando animar a moçada, dando minhas broncas regulares e generalizadas (e cultivando a minha fama de mandona), e o anel ficou lá meio esquecido, meio em stand by.

encontro de WordPress na Campus Party 2009 - foto Daniel Pádua

Em dezembro, o Leo Germani, uma das pessoas que convidei para o encontro com Matt na Latinoware, mas que não pode comparecer, nos convidou prá participar da Campus Party. Fizemos um encontro de WordPress lá, que foi bem bacana. Neste encontro algumas iniciativas foram fortalecidas: a transformação do site em portal e a tradução do Codex. Sobre o WordCamp, apenas concordamos que deveria ser feito e mais nada. Voltei para Caraguá, e fui curtir o verão fraco de trabalhos por causa da crise. E assim meu verão foi se prolongando, o anel cada vez mais esquecido, substituído pelas minhas aspirações a surfista, quando no começo de abril, recebo um email do Paulino Michelazzo.

To be continued… (tô com preguiça, uma hora coloco links).

5 comentários sobre “O meu WordCamp Brasil – parte 1

  1. Já li as partes 1 e 2!
    Sinceramente, tem que gostar muito para suportar o que vc aguentou, pelo que te agradeço, pois não a conhecia para ajudá-la nessa altura.
    Saiba que pode contar comigo, em 2010, 2011, 2012, etc….
    E não se culpe tanto assim: saiu tudo ótimo, o pessoal adorou, veja a repercussão que deu e os textos que foram escritos.
    De qualquer maneira, concordo que você tem que descrever o “sofrimento” que foi, para desabafar e para que as pessoas tenham uma mínima noção das dificuldades envolvidas na organização do WordCamp-BR.
    Parabéns

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