O meu WordCamp Brasil – parte 4

Finalmente entramos na última semana com tudo em cima, fizemos uma reunião via WebConf do MinC no domingo, gentileza concedida pelo Guilherme, para acertarmos detalhes da grade de palestras, voluntários e tudo mais. O Zé me passou os planos de viagem dele e do Matt. Sim dessa vez era certo, tudo confirmado. Eu fiquei de ir buscá-lo no aeroporto de Cumbica na quinta-feira às 15h. Pedi para minha amiga/prima-irmã/sócia Helô ir comigo, pois não dirijo em São Paulo. Com tantas coisas para fazer, quinta-feira chegou e às duas horas eu ainda não tinha arrumado minha malinha para ficar esses dias em Sampa, e ainda tinha que imprimir as etiquetas dos crachás, buscar os banners.

Quando saímos de Mogi já eram mais de três horas da tarde, tentava ligar para o Zé e não conseguia. Liguei pro Edu pedindo pra ele descobrir como é que se fazia ligação internacional do meu celular porque não estava conseguindo. Mas chegamos a tempo no aeroporto, as pessoas estavam desembarcando. Improvisei um cartaz com o nome do Zé e um W de WordPress para ele me reconhecer. Ele passou por mim e não viu, mas o reconheci e gritei: “José! Fontainhas!” E ele se virou e abriu um sorriso todo simpático e amistoso.

Depois de uma longa viagem de nove horas (?) o coitado caiu no pior e mais ingrato trânsito de São Paulo. Marginal parada e eu esqueci de pegar o rádio do carro! Fomos conversando até que num certo ponto percebemos que o combustível estava na reserva! E a gente parada na expressa da marginal!! Rezando prá aguentar conseguimos parar num posto onde comprei guaranás e pipocão cor-de-rosa prá gente se divertir no carro. Coitado do Zé! Bem-vindo a São Paulo! Conseguimos chegar no hotel depois de duas horas e meia! Deixamos ele lá, e combinamos de nos encontrar mais tarde para jantarmos. Levei o Zé na Bela Paulista onde nos encontramos com o Edu e o Felipe, meninos curitibanos queridos da comunidade. Rimos muito com as nossas palhaçadas e um mega fora que dei na comunidade e que provocou um acesso de riso bastante politicamente incorreto em mim. Sim, rio muito, até agora só falei do quanto eu chorei, mas normalmente eu rio muito, tenho frouchos de riso desses que impedem a gente de falar.

No dia seguinte o Matt chegaria de manhã e então fomos almoçar juntos, eu, Zé e ele. Pedi prá Helô uma sugestão de onde levar o Matt. “Do que ele gosta?” A sei que ele gosta de carne. “E quem vai pagar?” Acho que é ele. “Ah então leva ele no Rubayat”. Aquele onde mataram o Celso Daniel? “Esse. Na rua do hotel, mas pega um táxi que é prá lá da Brigadeiro”. Ok. Uma e meia o Matt desceu no lobby do hotel com sua câmera quase inseparável. Já disparou uns milhões de cliques, eu pensando: “ai minha santa e eu com essa cara amassada de dois meses sem dormir”! Agora pausa para confissões de Bridget Jones. Gente, nesses dois meses e meio não fiz o pé nem a mão, tava parecendo o Capitão Caverna em dias de cabelo ruim e a Perla nos dias de cabelo liso, pedindo um corte há séculos! Ou seja, estava me sentindo um super bagulho e esse menino com essa câmera que pega até detalhe da obturação no sorriso. Ai que vergonha do Varte! Bom, o Zé aconselhou o Matt a deixar a câmera no hotel, no que eu estive plenamente de acordo. E lá fomos nós a pé, a recepcionista do hotel disse que ficava a apenas quatro quadras dali. Pois bem em paulistano isso significa longe. O Matt de havaianas e o Zé morto de fome e eu arrastando os dois pela alameda Santos no horário do almoço. A cada quatro esquinas eu parava prá perguntar e me diziam: “Daqui quatro quadras”. Enfim chegamos sentamos e comemos. Comida maravilhosa, o Matt comeu um boi inteiro, eu uma peça de picanha e o Zé, nem sei. Dava prá acabar com a fome na África, juro! Na hora de pagar a conta, o cartão do Matt não passou, o do Zé também não! Resultado, tive que pagar a conta, o valor dava mesmo prá acabar com a fome na África! Enfim, saímos de lá e combinamos de sairmos para uma noitada.

Liguei pro Leo e ele ficou de pensar algum lugar legal. Fomos no Empanadas na Vila Madalena, o Matt disse que estava sem fome, mas chegou lá e comeu umas quatro empanadas acompanhadas de caipirinhas. O Zé também. Eu na cervejinha e o Leo resistindo porque estava dirigindo. Mais tarde chegaram o seu Felipe e o Edu com sua amiga Miriam. Foi muito divertido, descontraídos pelo álcool, conversamos muito sobre tudo, sobre o Richard Stalman que esnobou o Matt, sobre opensource, o Matt chegou a dizer que iria “opensource himself”, sobre atrizes pornô chamadas Crystal Wack, enfim sobre tudo e mais um pouco. Fizeram rodadas de tequila, das quais me recusei a participar. O Matt entornando as minhas. O motivo pelo qual ele não viria é o cansaço clínico que ele tem sentido por conta das inúmeras viagens. Acho que o problema não é bem as viagens, mas o que ele bebe nelas. Eu só pensando comigo: “Caramba, amanhã a gente tem que estar de pé às nove no mínimo. Será que vão aguentar?”

No dia seguinte, CMS Brasil, nós todos lá no hotel Novotel Jaraguá prá palestra do Matt e oops, mesa redonda da qual eu participaria! Daniel Pádua e Guilherme também estavam lá! Que alegria reencontrar esses meninos! (Adoro todos eles, mesmo. Meus queridos!) Caí em mim e lembrei que não tinha preparado absolutamente nada para essa tal mesa redonda. Ai meu Deus, o que eu pergunto prá ele? Se ele prefere tequila ou caipirinha? Não, acho melhor não. Me ajuda, meninos, me ajuda! E uma dor de cabeça medonha! Ressacão horrível. O Matt com uma cara de poucos amigos, eu pensando comigo: “putz acho que vai ser uma merda isso, olha a cara dele”. Perguntei prá ele: “Tá vivo?” Respondeu sorrindo: “Sure!” Bom começou a palestra e, meu, o Matt deu um show. Confesso, virei fã incondicional! Já havia assistido sua palestra no Latinoware, mas dessa vez eu sabia a que horas ele tinha ido dormir e o quanto tinha bebido! Tiro o chapéu, profissa demais! Falou super bem e coisas muito bacanas. Confirmou porque o WordPress é tão bem sucedido. A mesa redonda foi tranquila, não precisei participar muito, que alívio, me senti uma idiota lá em cima, mas tudo bem. Até que não foi grave. Fomos almoçar uma feijoadinha básica e em seguida fomos apoiar o Leo na palestra dele. Leo também deu show. Me orgulho desse menino, mas depois falo disso.

Bom terminada a palestra do Leo fomos para FUNARTE armar o nosso circo. Nessa hora caíram do céu vários anjos que eu nem acreditava que existiam. Um deles foi meio que convocado, mas não deixa de ser anjo: Pedro Germani, primo do Leo e sócio no HackLab. Que menino gente boa, meu Deus, acho que isso deve ser coisa de sangue também. Outro anjo com super poderes: Fernando. Com seu super gps e otimismo, meu, que cara gente fina, meu! Marco, nem sei de onde surgiu e nem para onde foi! Cadê você, Marco? O Felipe, e o Fred e o Mauro da FUNARTE. Além desses anjos, tinha os meninos de sempre da comunidade, os que estão lá firmes e fortes sempre, sempre, que me apoiam mais do que mereço: Fabiano, Guilherme e Marcelo do Xemelê, Eduardo e Felipe de Curitiba, e o infálivel e impávido como Peri, Leo Germani. Ah, e claro, o nosso santo padroeiro Zé Fontainhas! Sem comentários! Saímos de lá tarde da noite para o grande dia.

O que dizer sobre o grande dia? Prá dizer a verdade nem sei dizer direito como foi. Só sei que muita, mas muita gente inscrita não foi. Me desculpem, sei que nem todos se encaixam, mas que bando de vacilões! É, você aí que se inscreveu e  não foi porque, a sei lá porque: VACILÃO! Vergonha alheia por você. Perdeu mesmo porque foi DEMAIS DE BOM! Só sinto que na correria não consegui assistir nenhuma palestra só a do Matt, que foi outro show. Enfim, o final catártico que por si só valeu toda a aporrinhação que foi organizar isso. Se eu faria de novo? Faria, mas diferente. Sinto não ter tido a oportunidade de me despedir do Matt e agradecê-lo muito, muito mesmo, agradecê-lo por tudo, agradecê-lo por ter vindo no final das contas, agradecê-lo por ter feito o WordPress e dividido com a gente. Agradecê-lo pelas oportunidades de trabalho que surgiram, agradecê-lo pelas coisa novas que aprendi, mas principalmente agradecê-lo por conhecer esses meninos. Por esses meninos que adoro e por quem tenho um carinho enorme! Vou falar um pouquinho o que acho daqueles que estão mais próximos de mim.

Leo Germani – puxa vida, disse lá no final: “por esse menino ponho a mão no fogo”. Ponho mesmo, ponta firme até o talo, caráter excepcional, poucas palavras, mas sempre sábias. Bendita a hora que encontrei ele.

Eduardo – gosta de “rock paulera” só prá disfarçar sua verdadeira natureza ultra-meiga. E esse humor ácido, inteligente, nonsense e escrachado, também só prá botar banca de mau, porque no fundo é um fofo.

Seu Felipe – porra meu, que cara engraçado, meu. Mais que engraçado o Seu Felipe tá desde o comecinho mesmo, sempre lá. Super novo e cheio de sabedoria, me dando lições de como lidar com os malas que aparecem. E ele tem razão.

Guilherme – mais quietinho, mas sempre ali me dando uma força. Companheiro, sempre me perguntando: “como estão as coisas Cátia, precisa de ajuda”? Na maior parte só isso já é o suficiente, saber que tem gente que se importa com você é tudo.

Daniel Pádua – vacilão, num foi, mocorongo, bocó! Sério, o Daniel é um visionário que vai alçar grandes vôos no planalto e me encher de orgulho.

Anderson – outro vacilão que não foi, mas que está lá, sempre a postos. Nunca vi mais fiel e constante.

José Fontainhas – meu santo padroeiro, não tenho mais o que falar.

Enfim, Matt Mullenweg, THANK YOU!

5 comentários sobre “O meu WordCamp Brasil – parte 4

  1. Muito legal seu texto final!
    E a galera é muito gente fina, mesmo, coisa impressionante…
    Foi uma grande alegria para mim conhecer todos vocês.
    Para te divertir, achei essa foto – vc vai gostar:
    http://ma.tt/photos/log/3-8-2003/DSC04093
    PS1.: Tentei achar a triz pornô, mas não consegui.
    PS2.: Caramba, do Hotel até o Rubayat vcs andaram muito mais que 4 quadras.
    PS3.: Na WordCamp 2010, aposto que vai ter gente brigando por vagas! E que eles irão…..

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  2. Catia, nós (acho que todos, mas dizendo por mim, eu) imaginei que a organização do evento tinha dado um bom trabalho para vc(s), mas depois de ler a saga dos seus posts vi que foi muito mais do que imaginei, pode ter certeza que passei a admirar ainda mais você e todos que ajudaram no back-end. Parabéns, pode contar comigo no que puder ajudar no próximo WordCamp.

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